segunda-feira, 19 de abril de 2010

É só uma dorzinha de cotovelo, juro!

Eu prefiro que pensem (ou que eu pense) que essa minha "deprê" vem de uma dor de cotovelo muito bem justificada. Eu prefiro ficar cabisbaixa porque meu romancezinho de quinta categoria terminou do que admitir que eu estou apavorada com essa história de virar gente grande.

Sei muito bem como curar dores de colovelo: confiando no tempo. Sei que delas eu me recupero e até hoje nenhuma me matou. Sei que a choradeira faz parte, conheço todas as fases da superação e da cura. Já estive lá milhões de vezes. Conheço o território que estou pisando e posso andar com segurança. Ali eu tô tranquila.

Mas não me faça admitir que não é isso que está tirando meu sono. Não me faça parar para pensar, pensar, pensar e não chegar a conclusão alguma. Não me faça lembrar que está na hora de tomar decisões que direcionarão minha vida. Eu não consigo decidir o que eu quero almoçar, imagina que assunto terá meu projeto, sobre o que será meu TCC, onde farei (se fizer) e sobre o que farei meu mestrado, doutorado e afins?!

Por favor, não me deixe ocupar minha mente com questões tão importantes: eu não conheço esse território e tenho medo de dar qualquer passo a frente. Regredir eu posso, acabei de passar por esse caminho, reconheço a volta. Por isso que eu questiono se não era melhor ir para veterinária, gastronomia, psicologia, turismo... Ser bixo quer dizer ter todo curso pela frente para pensar, para chegar nesse ponto em que me encontro: na encruzilhada que me leva a tantos lugares, tão diferentes, tantos caminhos, tão diversificados.

Mas não adianta tentar me enganar: a realidade bate à porta, as paisagens inspiram e cutucam o instinto biólogo que jamais saiu de dentro de mim, só ficou reprimido por tanto medo. Tic Tac faz o relógio: é hora de tomar decisões importantes, andar em direção do desconhecido e encarar o que vier.

Quem dera fosse um coração partido meu problema, iria doer menos.

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