segunda-feira, 26 de abril de 2010

Time to grow, little girl!

Chega uma hora que a fixa cai, mesmo que evitemos. Existe um momento crucial na vida acadêmica em que deixamos de ser alunos para ser estudantes. Aluno é quem absorve as informações dadas pelo professor e responde às perguntas das provas com aquilo; estudante é quem procura, pesquisa, desvenda seus próprios questionamentos e à partir disso desenvolve o pensar.
Esse "momento" tem várias etapas imperceptíveis, diversas intervenções de muitas pessoas e fatos que fazem parte da vida do aluno, mas o momento propriamente dito acontece no click de um botão: o modo estudante está vigente. Uma nova etapa se inicia com medos e inseguranças, quase nenhuma certeza, mas muita vontade e a necessidade de nadar, já que a água já está pela cintura e a maré parece subir incessantemente.
O novo provoca euforia, medo, lágrimas; mas tudo isso deve ser transponido para a obtenção do sucesso.

"I hope you know
I hope you know
That this has nothing to do with you
It's personal, myself and I
We got some straightening out to do

And I'm gonna miss you
Like a child
Misses their blanket
But I've gotta
To get a move
On with my life

It's time to be
A big girl now

And big girls don't cry
...
The path that I'm walking
I must go alone
I must take the baby steps
'Til I'm full grown

...
I need to be
With myself in center
Clarity, peace, serenity
"

domingo, 25 de abril de 2010

Meu marido surpreendente

Colorados, nao sintam-se cutucados, isso não tem nada a ver com vocês. Eu não sou (mais) o tipo de gremista que provoca.

Mais uma vez meu marido cafajeste me surpreendeu. Desta vez ele veio sem promessas, já tinha deixado claro que seria difícil satisfazer minhas vontades e me avisou que nossa viagem nas férias estava condenada. Eu ja vinha conformada com uma decepção, conformada com um relacionamento que nem sempre superava minhas expectativas. Nós nos amamos muito, mas a crise era clara.
Contra o Avai tivemos mais uma discussão: ele me deu o presente que eu queria (a classificação pras 4as, caso não tenha ficado claro), mas ficou jogando o preço na minha cara e dizendo quanto tempo iria ficar sem me levar para jantar por causa da falta dedinheiro (perder o jogo de 3x2 pesou para ele). "Isso machuca, amor. Quero estar em paz contigo, não importa tanto a Copa do Brasil. Mas tudo bem, tens feito uns bicos e parece que o dinheiro vai dar pra quitar a dívida do meu presente e sobrar no fim do mês para nossa poupança. Vamos nos manter cortando uns gastos superfulos por enquanto".
E hoje, sem esperar nada do meu maridão, ele aparece com um sorrisinho misterioso, me puxa pela cintura, diz que me ama. Depois disso, ele se ajoelha e com uma aliança de diamantes me pede para reafirmar os votos.
Parece que o esforço dele compensou e ele pode novamente suprir meus caprichos, minhas vontades, minhas necessidades e até um pouco mais.
Eu não esperava por uma demosntração de carinho tão grande (nao perder o GRE-nal), muito menos esse presente maravilhoso (ganhar de 2x0). Diamantes nem passavam pela minha cabeça (fora de casa, sob chuva? superou totalmente as expectativas!).
Com os olhos cheios de lágrimas, abracei meu marido, disse a ele que era ÓBVIO que eu aceitava, que mesmo sem o anel eu aceitaria, porque eu AMO ele e não imagino mais minha vida sem ele.
Domingo que vem ele vai me levar para escolher com ele nosso carro novo, espero que seja a Vitara amarelo-ferrari que eu venho sonhando. =)
E as nossas férias? Ele disse que no decorrer do ano a gente decide pra onde vai. ;D

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Don't bother

She's got the kind of look
That defies gravity
She's a greatest cook
And she's fat free

She's been to private school
And she speaks perfect French
She's got the perfect friends
Oh, isn't she cool?

She practices Tai Chi
She's never lose her nerve
She's more than you deserve
She's just far better than me


Hey, hey
Don't bother
I won't die of deception
I promise you won't ever see me cry
Don't feel sorry

And don't bother
I'll be fine
But she's waiting
The ring you gave to her
Will lose its shine
So don't bother, be unkind

I'm sure she doesn't know
How to touch you like I would
I beat her at that one good
Don't you think so?


She's almost six feet tall
She must think I'm a flea
I'm really a cat, you see
And it's not my last life at all


For you, I'd give up all I own
And move to a communist country
If you came with me, of course
And I'd file my nails
So they don't hurt you
And lose those pounds
And learn about football
If it made you stay
But you won't, but you won't

And after all I'm glad
That I'm not your type
Promise you won't ever see me cry

Don't bother,
I'll be fine, I'll be fine
I'll be fine, I'll be fine
Promise you won't ever see me cry
And after all I'm glad
That I'm not your type
Not your type, not your type, not your type
Promise you won't ever see me cry


to fissurada por essa música
acho ela muito eu... muito qualquer mulher com M maiúscuo, na verdade.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

É só uma dorzinha de cotovelo, juro!

Eu prefiro que pensem (ou que eu pense) que essa minha "deprê" vem de uma dor de cotovelo muito bem justificada. Eu prefiro ficar cabisbaixa porque meu romancezinho de quinta categoria terminou do que admitir que eu estou apavorada com essa história de virar gente grande.

Sei muito bem como curar dores de colovelo: confiando no tempo. Sei que delas eu me recupero e até hoje nenhuma me matou. Sei que a choradeira faz parte, conheço todas as fases da superação e da cura. Já estive lá milhões de vezes. Conheço o território que estou pisando e posso andar com segurança. Ali eu tô tranquila.

Mas não me faça admitir que não é isso que está tirando meu sono. Não me faça parar para pensar, pensar, pensar e não chegar a conclusão alguma. Não me faça lembrar que está na hora de tomar decisões que direcionarão minha vida. Eu não consigo decidir o que eu quero almoçar, imagina que assunto terá meu projeto, sobre o que será meu TCC, onde farei (se fizer) e sobre o que farei meu mestrado, doutorado e afins?!

Por favor, não me deixe ocupar minha mente com questões tão importantes: eu não conheço esse território e tenho medo de dar qualquer passo a frente. Regredir eu posso, acabei de passar por esse caminho, reconheço a volta. Por isso que eu questiono se não era melhor ir para veterinária, gastronomia, psicologia, turismo... Ser bixo quer dizer ter todo curso pela frente para pensar, para chegar nesse ponto em que me encontro: na encruzilhada que me leva a tantos lugares, tão diferentes, tantos caminhos, tão diversificados.

Mas não adianta tentar me enganar: a realidade bate à porta, as paisagens inspiram e cutucam o instinto biólogo que jamais saiu de dentro de mim, só ficou reprimido por tanto medo. Tic Tac faz o relógio: é hora de tomar decisões importantes, andar em direção do desconhecido e encarar o que vier.

Quem dera fosse um coração partido meu problema, iria doer menos.

domingo, 18 de abril de 2010

Pedra do Leão.

Cara, to extasiada. Nada como subir em uma pedra de aproximadamente 60m de altura fazendo "rapel" para sentir. Sentir medo, coragem, vontade, desejo, amor, paz, amizade, inclusive organizar as idéias... Esquecer de tudo e lembrar do que mais importa: TU!
Emociona mesmo, mexe lá no fundo. Faz a gente se questinoar, reavaliar.


to exausta, então amanha falo um pouco mais sobre tudo que eu senti esse fim-de-semana maravilhoso muito bem acompanhada e a minha cara! :)

sexta-feira, 16 de abril de 2010

De degrau em degrau a gente chega lá!

Sabe, amor, essa jornada de preparos para te encontrar é meio exaustiva!
Primeiro porque para parar de escolher os cafajestes e olhar mais para os "caras certos" (que podem não ser O cara certo, mas existe uma chance maior de engrenar) nós precisamos nos conhecer muito bem e ter uma auto-estima elevadíssima.
Essa fase do auto-conhecimento é a mais difícil eu diria, porque temos que olhar pra dentro, falar muito sobre o assunto para poder assimilar e tentar entender os porquês. Ninguém em sua sã conciência é mazoquista o suficiente para ficar pulando de canalha para canalha, sem nem cogitar os "bonzinhos". Mas também não fazemos isso por acaso: são questões internas, coisas nossas que muitas vezes nem sabemos que existem.
E a auto-estima? Ela também é uma coisa complicada. Isso porque para tê-la no nível necessário para conseguir manter um relacionamento, com doses altíssimas de amor-próprio, temos que ter segurança. Agora me diz: quem, tendo um cafajeste do lado, tem segurança? Valorizar-se, amar-se, cuidar-se... todos os "-se" ficam muito difíceis quando somos usadas, trocadas, traídas ou simplesmente não-quistas. (ai meu cotovelo, meu ego, minha cabeça: tentar decifrar o que leva o cafajeste a deixar a mocinha é ainda mais exaustivo, porque não tem lógica - ele é louco mesmo por não a querer, pode ter certeza).

Mas não vamos desmerecer o cafajeste e todas essas fases de auto-conhecimento, aceitação e auto-estima. São degraus importantes que te fazem crescer. Se não fosse o cafajeste tu não saberias o que te faz mal, o que te deixa feliz, o que te cativa. Tu não sabaeria o que procurar no "cara certo". Tu não terias maturidade para apreciar o cara certo. Palmas pro cafajeste!

É aquela coisa: tudo a seu tempo! Esse preparo todo demora, mas dá um resultado... que chega na hora certa! :)

posso sentar e chorar?

to até com medo de postar hoje.. e com uma preguiça fenomenal, porque tenho dois assuntos pra discutir e minha criatividade foi por agua abaixo... junto com minha auto-estima, meu amor-próprio, minha alegria e minha vontade de qualquer coisa.
entao fica esse pseudo-desabafo que eu marquei uma consulta extra com minha psicóloga e to indo pra lá agora. :*

(que me*da nao me achar no periódicos! a única vontade que eu tenho é de ler artigos e nao consigo achar nenhum sobre o que eu quero!)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

ENGOLE ESSA, SEU FDP!

Andando tranquilamente pelas tuas de Pelotas, quase em um universo paralelo enquanto ouvia engenheiros do hawaii, perdida em meus pensamentos. Paro na esquina para esperar minha vez de atravessar a rua e olho para o lado: uma criança linda de mão dada com o pai. Vocês achariam lindo se eu continuasse calma contando os fatos, mas fatos como os que estou prestes a relatar não me deixam nada calma - e não são nada lindos. (não, o pai não espancou a creiança, mas pra mim o efeito é o mesmo!)

O menino carregava um copo plástico vazio nas mãos e ele simplesmente largou no chão, tentando acertar o boeiro! Cordialmente, me agaixo, recolho o maldito pedaço de plástico e digo "tem que colocar no lixo, não no chão!" num tom quase suave, digno de ser usado com crianças. Sigo em frente. Poderia dar uma palestra sobre como aquilo era errado, mas esse dia está lindo e eu não queria estragá-lo.

Meus fones no ouvido, a música não muito alta porque não quero ficar "meio-surda" como meu pai, consigo ouvir o pai da criança me chamar de grossa. Dá prá aqueditar?
Nesse momento minha boca quase se abriu, revelando meus pensamentos. Acho que minha alfinetada sutil doeu no indivíduo que não era um cidadão. E grosso é ele, que me obriga a conviver com o lixo dele.

"Jogar lixo no chão é o maior atestado de ignorância que existe e ensinar teu filho a fazê-lo é muito baixo-nível. Poxa, tu é no mínimo da classe média, julgando pelas tuas roupas... Provavelmente teve acesso a educação, não deveria ser assim! Em que mundo tu vive? Achei que esse tipo de gentinha não existisse mais. Tu viu que ele ainda tentou acertar o boeiro, seu IDIOTA? Aposto que quando chover e a rua alagar tu será um dos primeiros a reclamar... QUANDO A CULPA DISSO, EM PARTE, É TUA, seu IMBECIL." Queria falar, gritar tudo isso bem alto para que mais uns desses irresponsáveis ouvissem, mas resolvi me calar e fazer de conta que não tinha escutado nada, que o assunto não era comigo... E agora desconto aqui minha ira, faço vocês ouvirem meus lamentos pela sociedade brasileira altamente ignorante, mesmo com a informação sendo esfregada na sua cara. Que nojo!
Tudo bem que a cidade não colabora, lixeiras são raras... Mas eu recolhi o copo e levei na minha mão ate encontrar um lixo, o que impede aquele serzinho de quinta categoria de fazer esse mínimo esforço? Juro que não doeu andar com o copo por uma quadra e meia.

É muito frustrante perceber que mesmo com tudo que vem sendo feito para a conscientização do povo a realidade não muda.