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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Time to grow, little girl!

Chega uma hora que a fixa cai, mesmo que evitemos. Existe um momento crucial na vida acadêmica em que deixamos de ser alunos para ser estudantes. Aluno é quem absorve as informações dadas pelo professor e responde às perguntas das provas com aquilo; estudante é quem procura, pesquisa, desvenda seus próprios questionamentos e à partir disso desenvolve o pensar.
Esse "momento" tem várias etapas imperceptíveis, diversas intervenções de muitas pessoas e fatos que fazem parte da vida do aluno, mas o momento propriamente dito acontece no click de um botão: o modo estudante está vigente. Uma nova etapa se inicia com medos e inseguranças, quase nenhuma certeza, mas muita vontade e a necessidade de nadar, já que a água já está pela cintura e a maré parece subir incessantemente.
O novo provoca euforia, medo, lágrimas; mas tudo isso deve ser transponido para a obtenção do sucesso.

"I hope you know
I hope you know
That this has nothing to do with you
It's personal, myself and I
We got some straightening out to do

And I'm gonna miss you
Like a child
Misses their blanket
But I've gotta
To get a move
On with my life

It's time to be
A big girl now

And big girls don't cry
...
The path that I'm walking
I must go alone
I must take the baby steps
'Til I'm full grown

...
I need to be
With myself in center
Clarity, peace, serenity
"

segunda-feira, 19 de abril de 2010

É só uma dorzinha de cotovelo, juro!

Eu prefiro que pensem (ou que eu pense) que essa minha "deprê" vem de uma dor de cotovelo muito bem justificada. Eu prefiro ficar cabisbaixa porque meu romancezinho de quinta categoria terminou do que admitir que eu estou apavorada com essa história de virar gente grande.

Sei muito bem como curar dores de colovelo: confiando no tempo. Sei que delas eu me recupero e até hoje nenhuma me matou. Sei que a choradeira faz parte, conheço todas as fases da superação e da cura. Já estive lá milhões de vezes. Conheço o território que estou pisando e posso andar com segurança. Ali eu tô tranquila.

Mas não me faça admitir que não é isso que está tirando meu sono. Não me faça parar para pensar, pensar, pensar e não chegar a conclusão alguma. Não me faça lembrar que está na hora de tomar decisões que direcionarão minha vida. Eu não consigo decidir o que eu quero almoçar, imagina que assunto terá meu projeto, sobre o que será meu TCC, onde farei (se fizer) e sobre o que farei meu mestrado, doutorado e afins?!

Por favor, não me deixe ocupar minha mente com questões tão importantes: eu não conheço esse território e tenho medo de dar qualquer passo a frente. Regredir eu posso, acabei de passar por esse caminho, reconheço a volta. Por isso que eu questiono se não era melhor ir para veterinária, gastronomia, psicologia, turismo... Ser bixo quer dizer ter todo curso pela frente para pensar, para chegar nesse ponto em que me encontro: na encruzilhada que me leva a tantos lugares, tão diferentes, tantos caminhos, tão diversificados.

Mas não adianta tentar me enganar: a realidade bate à porta, as paisagens inspiram e cutucam o instinto biólogo que jamais saiu de dentro de mim, só ficou reprimido por tanto medo. Tic Tac faz o relógio: é hora de tomar decisões importantes, andar em direção do desconhecido e encarar o que vier.

Quem dera fosse um coração partido meu problema, iria doer menos.

domingo, 18 de abril de 2010

Pedra do Leão.

Cara, to extasiada. Nada como subir em uma pedra de aproximadamente 60m de altura fazendo "rapel" para sentir. Sentir medo, coragem, vontade, desejo, amor, paz, amizade, inclusive organizar as idéias... Esquecer de tudo e lembrar do que mais importa: TU!
Emociona mesmo, mexe lá no fundo. Faz a gente se questinoar, reavaliar.


to exausta, então amanha falo um pouco mais sobre tudo que eu senti esse fim-de-semana maravilhoso muito bem acompanhada e a minha cara! :)

sexta-feira, 16 de abril de 2010

De degrau em degrau a gente chega lá!

Sabe, amor, essa jornada de preparos para te encontrar é meio exaustiva!
Primeiro porque para parar de escolher os cafajestes e olhar mais para os "caras certos" (que podem não ser O cara certo, mas existe uma chance maior de engrenar) nós precisamos nos conhecer muito bem e ter uma auto-estima elevadíssima.
Essa fase do auto-conhecimento é a mais difícil eu diria, porque temos que olhar pra dentro, falar muito sobre o assunto para poder assimilar e tentar entender os porquês. Ninguém em sua sã conciência é mazoquista o suficiente para ficar pulando de canalha para canalha, sem nem cogitar os "bonzinhos". Mas também não fazemos isso por acaso: são questões internas, coisas nossas que muitas vezes nem sabemos que existem.
E a auto-estima? Ela também é uma coisa complicada. Isso porque para tê-la no nível necessário para conseguir manter um relacionamento, com doses altíssimas de amor-próprio, temos que ter segurança. Agora me diz: quem, tendo um cafajeste do lado, tem segurança? Valorizar-se, amar-se, cuidar-se... todos os "-se" ficam muito difíceis quando somos usadas, trocadas, traídas ou simplesmente não-quistas. (ai meu cotovelo, meu ego, minha cabeça: tentar decifrar o que leva o cafajeste a deixar a mocinha é ainda mais exaustivo, porque não tem lógica - ele é louco mesmo por não a querer, pode ter certeza).

Mas não vamos desmerecer o cafajeste e todas essas fases de auto-conhecimento, aceitação e auto-estima. São degraus importantes que te fazem crescer. Se não fosse o cafajeste tu não saberias o que te faz mal, o que te deixa feliz, o que te cativa. Tu não sabaeria o que procurar no "cara certo". Tu não terias maturidade para apreciar o cara certo. Palmas pro cafajeste!

É aquela coisa: tudo a seu tempo! Esse preparo todo demora, mas dá um resultado... que chega na hora certa! :)

domingo, 28 de março de 2010

O que eu guardo pra ti

Entre tantas "primeiras vezes", ao menos 15 eu guardei pra ti. Guardei por tempo considerável, mas minha imaturidade para lidar com esses sentimentos e essa maldita distância que insiste em nos separar me impediu de continuar guardando momentos, sabores, experiências, sentimentos novos.
Mas eu não me preocupo com a distância. Juro que não. Não me preocupo porque sei que não tenho, como eu ja disse, maturidade para lidar com algo tão grandioso, não tenho disposição e nem condição emocional para isso agora. E meu futuro está em aberto, não sei pra que lado eu vou daqui em diante e a idéia de 'deixar alguém pra trás' faz eu pensar em, de repente, mudar o rumo. E mudar o rumo por causa de outro alguém pode ser muito perigoso quando não se tem certeza do que se quer, das nossas prioridades.
Hoje eu já não me preocupo em "guardar" nada pra ti, eu não preciso. Posso fazer tudo que vier a mente, "desperdiçar" primeiras vezes com qualquer um desses playboyzinhos que ocupam meu tempo, com minhas amigas, meus pais... Todas essas coisas terão um sabor de "primeira vez" de novo quando for contigo, porque contigo vai ser com AMOR (não que com meus pais e amigos não seja com amor, mas é um amor diferente, fraternal).
Eu posso morar com um namorado antes de morar contigo, posso jurar que é amor e só depois ver que não era, contigo vai ser diferente. Eu sei que vai.
E eu sei também que eu preciso de todas essas experiências antes de te encontrar definitivamente. Esses "quase-amores" me moldam aos pouquinhos e me ajudam a perceber e apreciar o que eu quero e o que eu mais gosto em ti. Quando a gente se encontrar eu quero estar pronta, de olhos bem abertos e sabendo que eu fiz tudo que eu tinha pra fazer antes de sossegar.
Posso ficar meio ansiosa pra te encontrar às vezes, algumas outras eu surto porque ainda não te encontrei, morro de curiosidade para saber como vai ser... Mas não dá bola! Temos muito, muito tempo... E eu realmente não estou pronta ainda.
Por isso me espera, mas não me espera parado, não! Vive todas as oportunidades que a vida te der, quando estivermos prontos o destino se encarrega.