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domingo, 28 de março de 2010

O que eu guardo pra ti

Entre tantas "primeiras vezes", ao menos 15 eu guardei pra ti. Guardei por tempo considerável, mas minha imaturidade para lidar com esses sentimentos e essa maldita distância que insiste em nos separar me impediu de continuar guardando momentos, sabores, experiências, sentimentos novos.
Mas eu não me preocupo com a distância. Juro que não. Não me preocupo porque sei que não tenho, como eu ja disse, maturidade para lidar com algo tão grandioso, não tenho disposição e nem condição emocional para isso agora. E meu futuro está em aberto, não sei pra que lado eu vou daqui em diante e a idéia de 'deixar alguém pra trás' faz eu pensar em, de repente, mudar o rumo. E mudar o rumo por causa de outro alguém pode ser muito perigoso quando não se tem certeza do que se quer, das nossas prioridades.
Hoje eu já não me preocupo em "guardar" nada pra ti, eu não preciso. Posso fazer tudo que vier a mente, "desperdiçar" primeiras vezes com qualquer um desses playboyzinhos que ocupam meu tempo, com minhas amigas, meus pais... Todas essas coisas terão um sabor de "primeira vez" de novo quando for contigo, porque contigo vai ser com AMOR (não que com meus pais e amigos não seja com amor, mas é um amor diferente, fraternal).
Eu posso morar com um namorado antes de morar contigo, posso jurar que é amor e só depois ver que não era, contigo vai ser diferente. Eu sei que vai.
E eu sei também que eu preciso de todas essas experiências antes de te encontrar definitivamente. Esses "quase-amores" me moldam aos pouquinhos e me ajudam a perceber e apreciar o que eu quero e o que eu mais gosto em ti. Quando a gente se encontrar eu quero estar pronta, de olhos bem abertos e sabendo que eu fiz tudo que eu tinha pra fazer antes de sossegar.
Posso ficar meio ansiosa pra te encontrar às vezes, algumas outras eu surto porque ainda não te encontrei, morro de curiosidade para saber como vai ser... Mas não dá bola! Temos muito, muito tempo... E eu realmente não estou pronta ainda.
Por isso me espera, mas não me espera parado, não! Vive todas as oportunidades que a vida te der, quando estivermos prontos o destino se encarrega.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

ZERO

Estava eu tendo uma DR com a Helena e de repente veio uma inspiração, entao resolvi escrever (já que estudar não tá rolando mesmo...)

Eu descobri que sou puta. Afinal, se seguir meus instintos e realizar minhas vontades é ser puta, eu quero mesmo é ser puta e gritar orgulhosa "EU SOU PUUTAA!" com um sorriso de orelha a orelha.
A sociedade nos faz crer que quem beija muitas pessoas, transa com muitas pessoas, come comidas muito calóricas está comentendo um pecado (e quem é que define quantos são 'muitos'?).

Antigamente casava-se virgem e com muuuuuuuita sorte se era bem-comida. Hoje em dia é possível provar diversos sabores para descobrir do que se gosta e então poder ESCOLHER o que mais lhe grada.

Eu mesma, a puta que vos fala, pensava em casar virgem. HA HA HA! Se eu tivesse casado com o guri que eu perdi a virgindade estaria mal-comida e triste pro resto da vida - afinal divórcio também não pega lá muito bem perante a sociedade.

Ainda bem que eu tive oportunidade de descobrir do que eu gosto e não gosto, ter novas experiências e outros parceiros (muitos ou não, que diferença faz? desde quando mulher é como carro, que quanto menos km rodados melhor é?)... Assim pude ME CONHECER e fazer mais POR MIM.

No começo eu me sentia culpada, tinha uma lista dos guris que tinha beijado, das comidas que eu deveria evitar, do dinheiro que eu deveria guardar. Me sentia mal, eram números expressivos. Rasguei a lista, parei de contar e beijo, como e gasto o que me der vontade a hora que me der vontade. E poucas coisas são tão gostosas como uma vida livre de números.

Claro, todos temos limites e eu, graças às minhas ''putarias'' - no melhor sentido da palavra - sei bem quais são os meus. O importante é estarmos de acordo com eles e não com os dos outros. Os outros que cuidem da vida deles, os meus números-não-contabilizados dizem respeito só a mim.E não pensem que parei de contar só os "quilômetros rodados", o dinheiro não investido e os sabores perdidos. Parei de contar tudo que não fosse acrescentar conteúdo na minha vida, tudo que não fosse me fazer mais feliz.

Não sei quantos quilos falta para eu chegar no meu peso ideal. Me olho no espelho e decido se eu quero cuidar melhor da alimentação ou simplesmente não estou afim de abrir mão do brigadeiro num domingo a tarde. Não tenho nem ideia de quantas calorias tem o sorvete da zumzum que eu como diariamente. Nem penso no valor calórico do meu big mac. Não sei quantos guris eu já beijei. Nem imagino quantos litros de água eu gasto no banho (eu tomo rápido por questões óbvias vindo de uma bióloga, mas eu sei que não importa quanto eu gaste a menos do que os outros, ainda vou achar que poderia gastar menos e viraria neurótica). Não faço idéia de quantas horas minha mãe e meu pai precisam trabalhar só para me manter aqui em Pelotas. São números que me fariam sentir culpada, que provocariam agústias. E de angustiante já chega o futuro incerto, a dor-de-cotovelo, o Grêmio que leva dois gols do Pelotas e ganha sofrido de virada.