Existem coisas tão paradoxais que nos deixam super felizes e nos derrubam ao mesmo tempo. Me encontro nesse momento totalmente dividida entre um sentimento de alegria, conquista, realização e esse outro, de perda, de vazio, quase como um pé na bunda que deixa a gente desnorteada, acreditando que nunca mais vai encontrar algo que recupere a felicidade que se sentia antes, a alegria que se tinha, o ânimo pra levantar da cama, o desejo por experiências novas.
É engraçado que conseguir chegar ao final de um objetivo cause isso. Passamos muito tempo tentando chegar nesse ponto, determinados, pensando no que a conquista representa, passando por diversos obstáculos. Não pensamos no depois, parece tão distante, parece que seremos completos com o objetivo cumprido. O problema é que o que nos completa, também esvazia. Perdemos o objetivo, perdemos o que nos desafiava a superar limites, o que exigia dedicação, a razão para levantar da cama todos os dias pela manhã. Dá desanimo, dá vontade de fugir, dá dor, dá luto. E agora, o que se faz?
O que se faz é encontrar um novo objetivo de vida, pra voltar a ter razões para levantar da cama de manhã, pra ter o que almejar e se dedicar, pra sorrir sozinha planejando como chegar lá. Dá fome, dá vontade de tomar as rédeas, dá vontade de voltar a viver.
Por enquanto ainda não tenho vontade de levantar da cama, não tenho fome, não tenho ânimo. Já tenho novo objetivo, já tenho novo plano de vida, o luto do objetivo anterior cumprido é que não tem me deixado agir, ainda pesa, ainda dói. Pode ser que leve um tempo, pode ser que amanhã eu acorde livre disso, pronta pra outra. Encerrar um ciclo é dolorido, difícil, leva tempo, aceitação. Tem que se trabalhado, tem que ser sentido. Não basta querer pra pular de um objetivo pra outro, tem que respeitar o tempo necessário para encerrar o ciclo devidamente. Pode levar um dia, dois, um mês, um semestre, mas vai ser encerrado. It's called moving on.
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terça-feira, 13 de dezembro de 2011
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Time to grow, little girl!
Chega uma hora que a fixa cai, mesmo que evitemos. Existe um momento crucial na vida acadêmica em que deixamos de ser alunos para ser estudantes. Aluno é quem absorve as informações dadas pelo professor e responde às perguntas das provas com aquilo; estudante é quem procura, pesquisa, desvenda seus próprios questionamentos e à partir disso desenvolve o pensar.
Esse "momento" tem várias etapas imperceptíveis, diversas intervenções de muitas pessoas e fatos que fazem parte da vida do aluno, mas o momento propriamente dito acontece no click de um botão: o modo estudante está vigente. Uma nova etapa se inicia com medos e inseguranças, quase nenhuma certeza, mas muita vontade e a necessidade de nadar, já que a água já está pela cintura e a maré parece subir incessantemente.
O novo provoca euforia, medo, lágrimas; mas tudo isso deve ser transponido para a obtenção do sucesso.
"I hope you know
I hope you know
That this has nothing to do with you
It's personal, myself and I
We got some straightening out to do
And I'm gonna miss you
Like a child
Misses their blanket
But I've gotta
To get a move
On with my life
It's time to be
A big girl now
And big girls don't cry
...
The path that I'm walking
I must go alone
I must take the baby steps
'Til I'm full grown
...
I need to be
With myself in center
Clarity, peace, serenity"
Esse "momento" tem várias etapas imperceptíveis, diversas intervenções de muitas pessoas e fatos que fazem parte da vida do aluno, mas o momento propriamente dito acontece no click de um botão: o modo estudante está vigente. Uma nova etapa se inicia com medos e inseguranças, quase nenhuma certeza, mas muita vontade e a necessidade de nadar, já que a água já está pela cintura e a maré parece subir incessantemente.
O novo provoca euforia, medo, lágrimas; mas tudo isso deve ser transponido para a obtenção do sucesso.
"I hope you know
I hope you know
That this has nothing to do with you
It's personal, myself and I
We got some straightening out to do
And I'm gonna miss you
Like a child
Misses their blanket
But I've gotta
To get a move
On with my life
It's time to be
A big girl now
And big girls don't cry
...
The path that I'm walking
I must go alone
I must take the baby steps
'Til I'm full grown
...
I need to be
With myself in center
Clarity, peace, serenity"
segunda-feira, 19 de abril de 2010
É só uma dorzinha de cotovelo, juro!
Eu prefiro que pensem (ou que eu pense) que essa minha "deprê" vem de uma dor de cotovelo muito bem justificada. Eu prefiro ficar cabisbaixa porque meu romancezinho de quinta categoria terminou do que admitir que eu estou apavorada com essa história de virar gente grande.
Sei muito bem como curar dores de colovelo: confiando no tempo. Sei que delas eu me recupero e até hoje nenhuma me matou. Sei que a choradeira faz parte, conheço todas as fases da superação e da cura. Já estive lá milhões de vezes. Conheço o território que estou pisando e posso andar com segurança. Ali eu tô tranquila.
Mas não me faça admitir que não é isso que está tirando meu sono. Não me faça parar para pensar, pensar, pensar e não chegar a conclusão alguma. Não me faça lembrar que está na hora de tomar decisões que direcionarão minha vida. Eu não consigo decidir o que eu quero almoçar, imagina que assunto terá meu projeto, sobre o que será meu TCC, onde farei (se fizer) e sobre o que farei meu mestrado, doutorado e afins?!
Por favor, não me deixe ocupar minha mente com questões tão importantes: eu não conheço esse território e tenho medo de dar qualquer passo a frente. Regredir eu posso, acabei de passar por esse caminho, reconheço a volta. Por isso que eu questiono se não era melhor ir para veterinária, gastronomia, psicologia, turismo... Ser bixo quer dizer ter todo curso pela frente para pensar, para chegar nesse ponto em que me encontro: na encruzilhada que me leva a tantos lugares, tão diferentes, tantos caminhos, tão diversificados.
Mas não adianta tentar me enganar: a realidade bate à porta, as paisagens inspiram e cutucam o instinto biólogo que jamais saiu de dentro de mim, só ficou reprimido por tanto medo. Tic Tac faz o relógio: é hora de tomar decisões importantes, andar em direção do desconhecido e encarar o que vier.
Quem dera fosse um coração partido meu problema, iria doer menos.
Sei muito bem como curar dores de colovelo: confiando no tempo. Sei que delas eu me recupero e até hoje nenhuma me matou. Sei que a choradeira faz parte, conheço todas as fases da superação e da cura. Já estive lá milhões de vezes. Conheço o território que estou pisando e posso andar com segurança. Ali eu tô tranquila.
Mas não me faça admitir que não é isso que está tirando meu sono. Não me faça parar para pensar, pensar, pensar e não chegar a conclusão alguma. Não me faça lembrar que está na hora de tomar decisões que direcionarão minha vida. Eu não consigo decidir o que eu quero almoçar, imagina que assunto terá meu projeto, sobre o que será meu TCC, onde farei (se fizer) e sobre o que farei meu mestrado, doutorado e afins?!
Por favor, não me deixe ocupar minha mente com questões tão importantes: eu não conheço esse território e tenho medo de dar qualquer passo a frente. Regredir eu posso, acabei de passar por esse caminho, reconheço a volta. Por isso que eu questiono se não era melhor ir para veterinária, gastronomia, psicologia, turismo... Ser bixo quer dizer ter todo curso pela frente para pensar, para chegar nesse ponto em que me encontro: na encruzilhada que me leva a tantos lugares, tão diferentes, tantos caminhos, tão diversificados.
Mas não adianta tentar me enganar: a realidade bate à porta, as paisagens inspiram e cutucam o instinto biólogo que jamais saiu de dentro de mim, só ficou reprimido por tanto medo. Tic Tac faz o relógio: é hora de tomar decisões importantes, andar em direção do desconhecido e encarar o que vier.
Quem dera fosse um coração partido meu problema, iria doer menos.
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